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Virtualização de Servidores e Desktops: Qual é a diferença?

29/08/2017

Virtualização de Servidores e Desktops: Qual é a diferença?

Existem duas formas de trazer mais facilidade à equipe de TI de uma empresa com a virtualização de processos e sistemas: através da virtualização dos desktops e dos servidores.

Com a virtualização de desktops, é criada uma máquina virtual para cada usuário, com sistema operacional e aplicativos próprios. Já na virtualização de servidores, cada servidor físico se torna virtual e pode compartilhar recursos de CPU, memória, disco e rede com outros servidores virtuais, desde que todos estejam hospedados no mesmo servidor físico.

Além disso, na virtualização de desktops, que também é conhecida como virtualização de cliente, o usuário pode interagir com um ambiente virtual da mesma maneira a qual usaria um desktop físico. A vantagem, nesse caso, mora na possibilidade de acessar o desktop de maneira remota, uma vez que a área de trabalho de um desktop virtual estará disponível através da rede, em dispositivos como desktops físicos, thin client ou tablet.

Outra grande vantagem é que um desktop virtual pode ser criado e acessado instantaneamente, enquanto um desktop físico pode demorar dias para ser customizado com sistema operacional e aplicações, atrasando o cliente final.

Já a virtualização dos servidores é uma resposta ao desafio empresarial de equilibrar aquisições e expansões de ativos de hardware, elementos de suma importância para que o crescimento dos negócios seja suportado da forma correta pela área de TI. Apresentando redução de custos, rapidez e segurança, esse tipo de virtualização é adotada em todo mundo, por empresas de todos os portes.

Seguindo a linha de ser altamente customizável e interessante às empresas, a virtualização de servidores garante alto grau de disponibilidade a todos os aplicativos, de maneira simultânea, através da consolidação dos servidores.

Essas soluções acabaram facilitando a entrada de outro tipo de virtualização no mercado, que é a de aplicações, solução eficaz para ambientes sem muita variação de perfil de usuário, onde todos se utilizam, basicamente, dos mesmos aplicativos e sistemas operacionais.

Com ela, os usuários do sistema compartilham do mesmo servidor, com instâncias de aplicação individualizadas, ainda que o sistema operacional seja o mesmo.

Vantagens das virtualizações de desktop e servidores

O uso acelerado e de crescimento constante de dispositivos móveis, como tablets e smartphones, e a demanda crescente por conexão de qualidade fizeram com que a virtualização de desktops e aplicativos fossem impulsionadas de maneira rápida.

A boa notícia é que essas soluções vem repletas de vantagens para as empresas que as adotam, como, por exemplo:

  • Segurança: como na virtualização de desktops os dados não trafegam pela rede externa da empresa, fica mais fácil e rápido realizar backups, atualizações na aplicação e patches de segurança. Também é relativamente maior a proteção dos hardwares contra a entrada de vírus;
  • Mobilidade: através da internet é possível acessar, por meio de dispositivos móveis, os arquivos de desktop;
  • Redução de custos operacionais: como não há necessidade de instalaçãoo de aplicações e sistema operacionais em cada equipamento de usuários, as áreas de administração e suporte de TI sentem a redução de custos.
  • Suporte mais efetivo: como o usuário é exposto somente às aplicações que lhes são autorizadas, ocorre uma diminuição natural dos chamados de help desk para suporte. Assim, esse atendimento passa a ser mais assertivo, e os custos com ele também se mostram menores;
  • Alto nível de armazenamento: versões mais recentes de softwares de virtualização, principalmente de servidores, manipulam de forma mais fácil grande quantidade de CPUs, memória e interfaces de rede. Isso permite que a empresa crie máquinas virtuais com maior volume de memória e quantidade de processadores virtuais e disponham de estrutura para suportar aplicações mais críticas, como os sistemas ERP e SAP;
  • Customização de infraestrutura:  as virtualizações permitem maior dimensionamento, instalação e customização de estruturas de TI que permitam a criação de ambientes totalmente virtualizados.

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Virtualização de Servidores: O Guia do Profissional de TI

20/07/2017

Virtualização de Servidores: O Guia do Profissional de TI

O mundo caminha a passos largos para a virtualização de todos os seus processos, quaisquer que sejam eles. Isso inclui claro, a virtualização de servidores, que nada mais é do que a divisão de recursos de um servidor físico em vários outros servidores virtuais.

Conhecidos também como máquinas virtuais, esses servidores são capazes de executar vários sistemas operacionais em um mesmo hardware físico.

Uma de suas principais características é mascarar recursos como processadores, quantidade de memória e interfaces de rede a fim de diminuir a administração de drivers virtuais sem se preocupar com a integridade do hardware físico.

Tendência absoluta dentro das empresas que enxergam a área de TI como um dos setores mais importantes para seu funcionamento, a virtualização traz consigo vantagens como a automatização de processos, a facilidade de gerenciamento de dados e o uso adequado de recursos disponíveis.

A virtualização de servidores também permite a contabilização exata de utilização de recursos computacionais por cada usuário individual ou departamento.

Virtualização de servidores: a arte de centralizar

Um dos principais objetivos da virtualização de servidores é a centralização de tarefas administrativas, uma vez que essa medida possibilita aos gestores de TI a escalabilidade de aplicações e uma resposta mais rápida às questões importantes ao andamento da empresa. Esse é um grande aliado, também, da computação em nuvem.

Contudo, alguns cuidados devem ser tomados antes de aplicar a virtualização em um ambiente de tecnologia de informação, principalmente no que diz respeito à segurança dos sistemas.

A começar pelos hipervisores, ou monitores de máquinas virtuais, plataforma com permissão para aplicar técnicas de controle para que seja possível utilizar diferentes sistemas de operação no mesmo computador ao mesmo tempo.

Como alguns hipervisores são disponibilizados de forma gratuita, com critérios de segurança bem elementares, a clonagem de convidados nos servidores fica facilitada.

Isso gera problemas de segurança, já que clonagens incorretas podem resultar em sistemas desprotegidos ou causar conflitos no sistema original, e gerenciamento, uma vez que esses conflitos podem deixar de receber patches e resultar em instabilidade – ou novos conflitos.

Como a facilidade de clonagem de sistemas é alta, a dica é sempre verificar se a equipe de TI está a par dos riscos causados pela duplicação indevida de convidados. Se for preciso, permita a implantação de novas máquinas virtuais apenas se elas seguirem as mesmas regras que a empresa utiliza para gerenciar seus sistemas físicos. 

Checklist de virtualização de servidores

Se a virtualização é mesmo a medida da qual sua empresa precisa para refinar ainda mais os processos de TI, é bom seguir um processo estruturado de implantação desse novo sistema.

O checklist básico para essa tarefa contempla:

  1. A aquisição do servidor (que deve ser de maior porte, capaz de compartilhar os recursos entre os servidores virtuais sob demanda);
  2. A instalação do hipervisor (com sistema operacional básico e capacidade de dividir o hardware em diversas partes menores);
  3. A criação das máquinas virtuais (que pode ter capacidades de operação sob demanda, incluindo seus limites de memória, processamento e espaço em disco);
  4.  A instalação do sistema operacional dentro dessas máquinas virtuais (que também pode ser escolhido de acordo com a necessidade. É possível ter vários SOs, uma vez que eles estarão separados dentro das máquinas virtuais);
  5. A conexão com uma Storage Area Network (local de armazenamento compartilhado entre os servidores em ambientes com alta disponibilidade);
  6. A utilização da SAN para a manutenção programada de servidores (uma vez que as máquinas virtuais podem ser desligadas de um para serem ligadas a outro sem que seja necessário reinstalar sistema operacional e aplicativos depois da mudança. Também não é necessário copiar arquivos entre os servidores físicos caso a SAN estiver armazenando devidamente os arquivos das máquinas virtuais);
  7. O crescimento do ambiente (com a adição de mais servidores ou espaço de armazenamento, caso a demanda por isso aumente);
  8. A estruturação da resiliência do ambiente contra quebras físicas (já que as máquinas virtuais podem ser acessadas e ligadas nos demais servidores).

Através desses passos, a virtualização de servidores pode ser aplicada como uma grande aliada da equipe de tecnologia da informação do ambiente empresarial.

 

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