Virtualização de Servidores: O Guia do Profissional de TI – Planus

Virtualização de Servidores: O Guia do Profissional de TI

20/07/2017

Virtualização de Servidores: O Guia do Profissional de TI

O mundo caminha a passos largos para a virtualização de todos os seus processos, quaisquer que sejam eles. Isso inclui claro, a virtualização de servidores, que nada mais é do que a divisão de recursos de um servidor físico em vários outros servidores virtuais.

Conhecidos também como máquinas virtuais, esses servidores são capazes de executar vários sistemas operacionais em um mesmo hardware físico.

Uma de suas principais características é mascarar recursos como processadores, quantidade de memória e interfaces de rede a fim de diminuir a administração de drivers virtuais sem se preocupar com a integridade do hardware físico.

Tendência absoluta dentro das empresas que enxergam a área de TI como um dos setores mais importantes para seu funcionamento, a virtualização traz consigo vantagens como a automatização de processos, a facilidade de gerenciamento de dados e o uso adequado de recursos disponíveis.

A virtualização de servidores também permite a contabilização exata de utilização de recursos computacionais por cada usuário individual ou departamento.

Virtualização de servidores: a arte de centralizar

Um dos principais objetivos da virtualização de servidores é a centralização de tarefas administrativas, uma vez que essa medida possibilita aos gestores de TI a escalabilidade de aplicações e uma resposta mais rápida às questões importantes ao andamento da empresa. Esse é um grande aliado, também, da computação em nuvem.

Contudo, alguns cuidados devem ser tomados antes de aplicar a virtualização em um ambiente de tecnologia de informação, principalmente no que diz respeito à segurança dos sistemas.

A começar pelos hipervisores, ou monitores de máquinas virtuais, plataforma com permissão para aplicar técnicas de controle para que seja possível utilizar diferentes sistemas de operação no mesmo computador ao mesmo tempo.

Como alguns hipervisores são disponibilizados de forma gratuita, com critérios de segurança bem elementares, a clonagem de convidados nos servidores fica facilitada.

Isso gera problemas de segurança, já que clonagens incorretas podem resultar em sistemas desprotegidos ou causar conflitos no sistema original, e gerenciamento, uma vez que esses conflitos podem deixar de receber patches e resultar em instabilidade – ou novos conflitos.

Como a facilidade de clonagem de sistemas é alta, a dica é sempre verificar se a equipe de TI está a par dos riscos causados pela duplicação indevida de convidados. Se for preciso, permita a implantação de novas máquinas virtuais apenas se elas seguirem as mesmas regras que a empresa utiliza para gerenciar seus sistemas físicos. 

Checklist de virtualização de servidores

Se a virtualização é mesmo a medida da qual sua empresa precisa para refinar ainda mais os processos de TI, é bom seguir um processo estruturado de implantação desse novo sistema.

O checklist básico para essa tarefa contempla:

  1. A aquisição do servidor (que deve ser de maior porte, capaz de compartilhar os recursos entre os servidores virtuais sob demanda);
  2. A instalação do hipervisor (com sistema operacional básico e capacidade de dividir o hardware em diversas partes menores);
  3. A criação das máquinas virtuais (que pode ter capacidades de operação sob demanda, incluindo seus limites de memória, processamento e espaço em disco);
  4.  A instalação do sistema operacional dentro dessas máquinas virtuais (que também pode ser escolhido de acordo com a necessidade. É possível ter vários SOs, uma vez que eles estarão separados dentro das máquinas virtuais);
  5. A conexão com uma Storage Area Network (local de armazenamento compartilhado entre os servidores em ambientes com alta disponibilidade);
  6. A utilização da SAN para a manutenção programada de servidores (uma vez que as máquinas virtuais podem ser desligadas de um para serem ligadas a outro sem que seja necessário reinstalar sistema operacional e aplicativos depois da mudança. Também não é necessário copiar arquivos entre os servidores físicos caso a SAN estiver armazenando devidamente os arquivos das máquinas virtuais);
  7. O crescimento do ambiente (com a adição de mais servidores ou espaço de armazenamento, caso a demanda por isso aumente);
  8. A estruturação da resiliência do ambiente contra quebras físicas (já que as máquinas virtuais podem ser acessadas e ligadas nos demais servidores).

Através desses passos, a virtualização de servidores pode ser aplicada como uma grande aliada da equipe de tecnologia da informação do ambiente empresarial.

 

RELATED POST

RELATED POST
15/09/2020

Como manter a segurança de dados em diferentes locais e na nuvem

As empresas que estão se adaptando a economia digital adotaram as plataformas [more]

15/09/2020

A segurança dos dados deve ser a maior estratégia da empresa

A segurança de dados é altamente relevante entre as empresas, especialmente no [more]

9/09/2020

Quais os novos modelos de negócios a indústria 4.0 trará para as empresas

Não são apenas a tecnologia e os processos que a Indústria 4.0 [more]

Entre em contato com um de nossos especialistas de vendas:
(11) 2102-5400 - 0800-7222-7332

© 2017 – Planus. Todos os direitos reservados.